“Vamos exigir punição aos responsáveis por ‘sangrar’ o Lago de Furnas”, defende Domingos Sávio

10 de novembro de 2020 | Por: Assessoria de Imprensa

Deputado federal mostra indignação com falta de respeito ao compromisso assumido de diminuir a vazão da água a partir de novembro

O compromisso assumido pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Ambiental (ANA) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) com a diminuição gradativa da vazão defluente no Lago de Furnas não está sendo cumprido na prática. Em novembro, quando a projeção de escoamento de água foi reduzida para uma média mensal de 600m³/s, o que se percebe é uma permissão para a liberação mais rápida do volume útil do reservatório.

Conforme os dados mais recentes do Sistema Furnas, medidos no último dia 08 de novembro, a vazão defluente diária era de 1.001 m³/s. Esta semana, em visita às cidades banhadas por Furnas e percorrendo algumas regiões banhadas pelo Lago, o deputado federal Domingos Sávio constatou a realidade enfrentada pelos moradores.

Houve um compromisso de que, a partir deste mês, a vazão seria diminuída. E, apesar de toda a chuva que está chegando, o reservatório continua abaixando. Em menos de 24 horas o Lago diminuiu quase 60 centímetros e está bem abaixo da cota ideal de 762 metros em relação ao nível do mar”, afirmou.

Domingos Sávio cobrou ação rápida e a responsabilização dos responsáveis em não cumprir o acordo firmado em reunião virtual promovida pela ANA, com representantes do ONS, Ministério de Minas e Energia, do Turismo, Alago, movimento Pró-Furnas 762, comitês de bacias, além de deputados e senadores de Minas Gerais.

Quero manifestar a minha indignação com a falta de respeito ao compromisso feito conosco pela ANA, ONS e também pela Usina de Furnas. Nós tratamos desse assunto em audiência pública, por teleconferência, em setembro. Essa é uma luta que envolve todas as cidades de entorno do Lago, boa parte da nossa bancada na Câmara Federal e, por isso, nós não vamos abrir mão da nossa cota 762”, completou.

Compromisso assumido em setembro

O compromisso de diminuir a vazão nos meses de novembro e dezembro 2020 e no primeiro quadrimestre de 2021 era justamente para encher o reservatório e ter o Lago em condições para o uso múltiplo da água, atendendo às necessidades básicas dos municípios durante uma maior parte do próximo ano.

Não vamos aceitar o esvaziamento do Lago em época de chuva e queremos a punição dos culpados”, finalizou Domingos Sávio, que é membro da Frente Parlamentar Mista em Defesa de Furnas na Câmara Federal.

Assine Nossa Newsletter