Em apoio à conscientização das Doenças Inflamatórias Intestinais, o Congresso recebe iluminação especial

13 de maio de 2021 | Por: Assessoria de Imprensa

Dia das Doenças Inflamatórias Intestinais é comemorado mundialmente em 19 de maio

Domingos Sávio é autor do Projeto de Lei 5.307/19 que institui políticas públicas para orientação sobre as Doenças de Crohn e Retocolite Ulcerativa

O Congresso Nacional está iluminado de roxo como forma de ampliar a mobilização e dar visibilidade às Doenças Inflamatórias Intestinais, também conhecidas como Doenças de Crohn e Retocolite Ulcerativa. As luzes ficarão acesas até 17 de maio, reforçando a necessidade de instituir um calendário nacional de conscientização e ações preventivas.   

A aprovação do Projeto de Lei 5.307/19, apresentado pelo deputado federal Domingos Sávio (PSDB/MG), é o ponto de partida para a criação de uma Política Nacional de Orientação sobre as DII. Os avanços das políticas públicas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) envolvem a universalização de acesso da população ao diagnóstico e tratamento, instituindo também o Maio Roxo, a exemplo de como ocorre hoje com o Outubro Rosa e o Novembro Azul.

Por meio do Projeto de Lei e em parceria com a Associação Brasileira dos Portadores de Doenças Inflamatórias Intestinais – DII Brasil, o deputado quer avanços no setor público de saúde para amenizar o sofrimento dos portadores da doença.

Domingos Sávio propõe a integração entre a União, estados e municípios para (1) fixar prazo máximo de 30 dias para a realização de exames laboratoriais e de imagens nos casos suspeitos, a partir da data da consulta inicial; (2) realizar mutirões de colonoscopias em hospitais públicos, priorizando os casos considerados suspeitos; (3) instituir parcerias e convênios entre órgãos públicos, entidades da sociedade civil e empresas privadas, a fim de produzir trabalhos conjuntos sobre a doença; e (4) autorizar aos portadores da doença que estejam presos o cumprimento da pena em celas separadas durante a crise.

Estamos trabalhando para incluir as Doenças Inflamatórias Intestinais na rotina do SUS. Nosso objetivo é que o Sistema Único de Saúde seja de atendimento universal, capaz de oferecer assistência a todos os brasileiros e que seja também universal em relação às doenças, garantindo tratamento a todas as enfermidades”, reforçou Domingos Sávio.

Domingos Sávio é autor do PL 5.307/19 que está tramitando na Câmara dos Deputados

O que são as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII)?

As Doenças Inflamatórias Intestinais são doenças autoimunes, crônicas, não contagiosas, sem cura e apenas com controle medicamentoso.

Quantas são e quais são as Doenças Inflamatórias Intestinais?

As Doenças Inflamatórias Intestinais se dividem em 02 tipos, basicamente: a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa.

A Doença de Crohn afeta qualquer parte do trato digestório, podendo provocar lesões do ânus até a boca.

As lesões não são contínuas, ou seja, podem estar “salteadas” em várias partes do trato digestório.

Já a Retocolite Ulcerativa afeta exclusivamente o intestino grosso. As lesões são contínuas (e não salteadas como na Doença de Crohn).

Não existe uma mais grave do que a outra. Tudo depende da quantidade de lesões e da resposta ao organismo de cada paciente aos tratamentos disponíveis. 

Um paciente pode responder bem ao tratamento com sulfassalazina, por exemplo, que é o primeiro medicamento da lista daqueles disponibilizados pelo Ministério da Saúde. Outros pacientes podem precisar de já começar o tratamento com medicamentos imunobiológicos, que estão no topo da lista daqueles disponibilizados e que têm custo muito superior.

Por isso, a importância de termos acesso a todos os medicamentos de forma regular e ininterrupta pois cada paciente responde melhor a um deles.

Não existe cura para tais doenças mas é importante conseguir o controle medicamentoso para evitar as consequências do não tratamento, que pode resultar até no óbito do portador.

Como identificar as características da doença e seus sintomas?

Ambas as chamadas DII têm em comum os seguintes sintomas:

  • diarreia intensa e frequente (com mais de 30 idas ao banheiro por dia durante as crises);
  • dor abdominal;
  • emagrecimento súbito;
  • perda de sangue e muco nas fezes;
  • fraqueza e fadiga intensa;
  • fístulas (no caso da Doença de Crohn).

Quais as precauções a serem tomadas pelos portadores?

De acordo com a presidente da DII Brasil, Patrícia Mendes, é importante que o diagnóstico seja rápido para que consigamos aumentar as chances de sucesso do tratamento, alcançando a remissão* rapidamente.  Atualmente, o tempo médio para diagnóstico no Brasil é de 5 anos.

*Remissão é o controle da doença com ausência dos sintomas.  Crise é a agudização da doença com a presença de todos os sintomas.

Uma vez que o diagnóstico esteja definido, é importante que o portador tenha acesso aos medicamentos certos de forma ininterrupta e regular“, afirmou Patrícia.

É importante também que o portador tenha acesso a equipe multidisciplinar como nutricionista, oftalmologista, hepatologista, reumatologista, dermatologista e outros, pois as doenças inflamatórias intestinais podem ter manifestações extraintestinais e afetar outros órgãos.  Importante também acompanhamento psicológico pois, sem qualidade de vida durante as crises, sem conseguir trabalhar, sem conseguir ter vida social, é muito comum os portadores terem depressão.

Como pode ser percebido, o sucesso do tratamento depende mais das condições que ele tem.  Por isso, o PL 5.307/2019 pensa no tempo de acesso a exames, na dispensação dos medicamentos e no acesso a equipe multidisciplinar. A única coisa que o portador realmente pode fazer para alcançar e manter a desejada remissão é a adesão ao tratamento.  O complicado, atualmente, é que as pessoas tenham acesso a esse tratamento“, finalizou a presidente da DII Brasil, Patrícia Mendes.

*Com informações e apoio da @DIIBrasil.

Assine Nossa Newsletter